Astronautas da era Space Shuttle entram para o Hall da Fama
Sabe quando você e um colega de trabalho têm uma história de longa data, cheia de reviravoltas e momentos engraçados? Pois é, Tom Akers e Joe Tanner, dois astronautas que fizeram história na era do Space Shuttle, acabam de viver algo parecido. Eles foram juntos para o Hall da Fama dos Astronautas dos EUA no dia 16 de maio, no Kennedy Space Center Visitor Complex, na Flórida.
O mais legal é que a trajetória deles quase se cruzou antes. Lá em 1984, o Joe estava no Johnson Space Center como piloto instrutor e tentou uma vaga para astronauta. Quem entrou foi o Tom, na turma de 1987. O Joe só conseguiu a vaga em 1992. Eles até brincaram sobre isso numa entrevista, com o Tom dizendo que ele estava “liderando o caminho” desde então e o Joe rindo. É o tipo de história que mostra que, mesmo no espaço, a vida tem seus próprios caminhos.
Apesar de nunca terem voado juntos na mesma missão, a carreira deles se encontrou por cinco anos, com quatro missões espaciais para cada um. Eles voaram muito em jatos T-38 e eram bem próximos, não só no trabalho, mas também fora dele. O Tom contou que as famílias eram amigas e frequentavam a mesma igreja. Isso mostra como, mesmo em um ambiente de alta performance como a NASA, as relações pessoais são super importantes.
Vinte anos depois de suas últimas viagens espaciais, Akers e Tanner estavam lado a lado, sob a exibição do ônibus espacial Atlantis (que ambos voaram!), para receber essa homenagem. O Tom confessou que, embora soubesse da possibilidade, nunca tinha pensado que seria induzido. Uma surpresa boa, né? Já o Joe disse que eles estavam na lista de indicados há dez anos. É a prova de que a persistência e o reconhecimento chegam, mesmo que leve um tempo.
Um dos pontos altos da carreira do Akers foi uma caminhada espacial em 1992, que coincidiu com o aniversário de 34 anos de seu retorno da missão. Ele participou da única caminhada espacial com três pessoas na história, junto com Rick Hieb e Pierre Thuot. Eles tiveram que improvisar para agarrar um satélite de comunicação que não estava cooperando. O Akers explicou que o sistema é feito para duas pessoas, mas a equipe em terra e a tripulação tiveram a ideia de mandar três. E deu super certo!
Tanto Akers quanto Tanner fizeram caminhadas espaciais para consertar e melhorar o Telescópio Espacial Hubble, trabalhando com instrumentos delicados em um espaço apertado. O Tanner também ajudou a montar a estrutura e os painéis solares da Estação Espacial Internacional (ISS). Ele já foi perguntado sobre a diferença entre uma atividade extraveicular na ISS e no Hubble, e a resposta é que na ISS exige mais esforço físico geral, enquanto no Hubble é mais manual, de precisão. É a diferença entre construir algo grande e fazer um trabalho de joalheiro no espaço. Coisas que a gente nem imagina que acontecem lá em cima, mas que fazem toda a diferença para a ciência e a exploração espacial.


