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Sanções dos EUA à China por prática de ‘finning’ de tubarões

Sanções dos EUA à China por prática de ‘finning’ de tubarões

A prática de ‘finning’ de tubarões pela frota pesqueira chinesa está sob escrutínio, com uma petição formal nos Estados Unidos pedindo sanções comerciais. Para quem trabalha com sistemas, a gente sabe que uma regra mal implementada ou com brechas é um convite ao problema. E aqui, o problema é sério, afetando ecossistemas inteiros.

O Centro para a Diversidade Biológica, uma ONG focada na proteção de espécies, protocolou um pedido formal. Eles querem que o governo americano avalie a China por não seguir os padrões de conservação de tubarões dos EUA. Pensem nisso como um compliance check que pode ter consequências pesadas.

Desde 1970, a população de tubarões caiu mais de 70%. Mais de um terço das espécies de tubarões e raias estão ameaçadas. E, anualmente, navios chineses capturam, removem as barbatanas brutalmente, e descartam milhares desses animais. É um ciclo insustentável.

Se o Serviço Nacional de Pesca Marinha determinar que a China violou o US Moratorium Protection Act, o presidente pode barrar a importação de todos os frutos do mar chineses, um mercado de 1.5 bilhão de dólares. Isso não é só sobre peixe; é sobre a cadeia de suprimentos e como a falta de automação e fiscalização robusta pode gerar um impacto global.

A remoção das barbatanas, conhecida como ‘finning’, é proibida nos EUA desde 2000. Os tubarões são jogados de volta ao mar sem suas barbatanas, o que leva a uma morte lenta e agonizante. A demanda por sopa de barbatana de tubarão e remédios tradicionais no Leste e Sudeste Asiático é o principal motor dessa prática.

Dados oficiais chineses de 2023 mostram que mais de 10.000 tubarões-azuis e quase 1.700 tubarões-mako-de-curta-barbatana foram descartados só na região do Pacífico ocidental e central. Enquanto os EUA e mais de 90 outras jurisdições exigem que os tubarões sejam desembarcados inteiros, com as barbatanas naturalmente presas – o único método eficaz contra o ‘finning’ –, a China não adota essa medida.

Embora a China tenha tecnicamente banido a prática, ela permite que muitas de suas frotas removam as barbatanas, desde que não excedam uma certa porcentagem (geralmente 5%) do peso total do tubarão ao desembarcar. Conservacionistas argumentam que essas regulamentações baseadas em proporção são ineficazes, ignoram diferenças biológicas entre as espécies e são difíceis de fiscalizar com precisão.

“Uma vez que as barbatanas são separadas dos corpos, os inspetores têm um pesadelo para descobrir qual barbatana pertence a qual tubarão, se espécies protegidas estão misturadas, ou se os corpos foram simplesmente jogados ao mar”, disse Alex Olivera, cientista sênior do Centro para a Diversidade Biológica. “Isso transforma a fiscalização real em um jogo de matemática, em vez de uma cadeia de custódia segura.”

A petição argumenta que sem uma política de desembarque com ‘barbatanas naturalmente presas’, a frota chinesa – a maior do mundo – não atende aos padrões de conservação americanos, falhando assim nos requisitos do Moratorium Protection Act. A embaixada chinesa em Washington afirmou estar comprometida com a conservação baseada na ciência, mas não se mostrou familiarizada com a petição específica. Isso mostra a desconexão entre a retórica e a prática no campo.

  • Problema: ‘Finning’ de tubarões pela frota chinesa.
  • Impacto: Declínio drástico de populações de tubarões, ameaça a ecossistemas.
  • Solução Proposta: Sanções dos EUA à importação de frutos do mar chineses.
  • Desafio: Fiscalização ineficaz e lacunas nas regulamentações chinesas.

No fim das contas, a ausência de um padrão global e a dificuldade de fiscalização criam um cenário onde a destruição continua. É um lembrete de que, assim como em infraestrutura, a falta de padronização e automação na fiscalização ambiental tem um custo alto.

Fonte: https://arstechnica.com/tech-policy/2026/05/chinas-shark-finning-could-lead-to-us-seafood-sanctions/

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