Fubo sobe mensalidade em US$15 e devolve só parte dos canais
Fubo vai cobrar US$15 extras por mês em todos os planos, e a ironia é que o serviço está devolvendo canais que perdeu em novembro passado, não adicionando coisa nova. Ou seja: você vai pagar mais para ter menos do que tinha antes da bagunça toda começar.
O motivo da correria com a NBCUniversal
A história começou com uma briga de contrato entre a Fubo e a NBCUniversal. Em novembro de 2025, o acordo travou e a plataforma perdeu de uma vez afiliadas locais da NBC, a Telemundo, nove canais de esporte regional e outros 32 canais nacionais. Foi um baque grande para quem assina o serviço justamente pelo conteúdo esportivo.
A resposta da Fubo, na época, foi baixar o preço das assinaturas em dezembro. O plano Essential caiu de US$85 para US$74, o Pro foi de US$85 para US$75 e o Elite saiu de US$95 para US$84. Fazia sentido: menos canal, conta menor.
Agora a conta virou do avesso
Só que a Fubo fechou um novo acordo com a NBCUniversal, e voltou a oferecer parte do pacote antigo: afiliadas da NBC, Telemundo, canais de esporte regional, Bravo, Cozi, NBC News NOW, Universo, True Crime e o NBCSN. Só que o preço subiu US$15 em cima do valor atual, o que deixa a mensalidade mais cara do que era antes de tudo isso começar.
E aqui entra o detalhe que ninguém gosta de ler: nem todos os canais voltaram. Nove canais que a NBCUniversal separou numa empresa chamada Versant em janeiro continuam fora do ar na Fubo. É o caso de CNBC, SYFY, USA Network, E! e MS NOW, o antigo MSNBC.
O custo crescente de trazer a programação que você gosta significa que, infelizmente, precisamos repassar parte desses aumentos para você, diz a Fubo em comunicado enviado aos assinantes.
Durante a briga, a própria Fubo tinha dito que os canais da Versant não valiam o preço cobrado pela NBCUniversal, e que topava distribuí-los por só mais um ano, enquanto a NBCUniversal queria um contrato bem mais longo. A Fubo também queria colocar o Peacock dentro do próprio catálogo de canais, coisa que não aconteceu.
O que isso muda pra quem assina
Acompanhando esse tipo de vaivém de perto, dá pra sentir na prática o incômodo: você assina pensando em determinado conjunto de canais e, de um mês para outro, o pacote muda de figura sem que você tenha feito nada. Pagar mais por menos canal é osso, principalmente numa hora em que a Fubo já disputa cliente com a YouTube TV, que costuma ter pacote mais redondo pelo mesmo tipo de preço.
No fim, esse tipo de reajuste lembra exatamente por que muita gente cancelou a TV por assinatura tradicional: pacote empurrado, canal que você não pediu, conta que só sobe. Trocar de streaming não devia significar reviver esse problema.

