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Tecnologia

Saúde Global: Metas de 2030 Longe de Serem Alcançadas

Saúde Global: Metas de 2030 Longe de Serem Alcançadas

Todo ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publica um relatório que é tipo um boletim da saúde global. Ele mostra onde a gente está mandando bem e onde precisa melhorar, especialmente em relação às metas ambiciosas que foram definidas lá em 2015. E olha, o relatório de 2026 não trouxe boas notícias.

A gente vê algumas melhorias, sim, mas elas são muito lentas e desiguais. É como se estivéssemos correndo uma maratona e, em vez de acelerar, a gente estivesse quase andando. Essas metas fazem parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, um plano gigante para melhorar a vida de todo mundo, combatendo pobreza, mudanças climáticas e impulsionando educação, igualdade de gênero, saúde e bem-estar. A ideia era que tudo isso estivesse resolvido até 2030. Parece que a barra foi um pouco alta demais.

O que está pegando?

Vamos aos números que mais chamaram a atenção nesse “boletim” de saúde:

  • HIV: Antes dos ODS, a gente tinha uma meta de reverter a disseminação do HIV, e até que fomos bem. Em 2015, parecia que a gente ia dar um fim na epidemia de AIDS até 2030. Mas em 2024, tivemos 1,3 milhão de novos casos de HIV. É menos do que em 2010, mas ainda é muita gente. A meta é reduzir a incidência em 90% até 2030, e estamos longe disso.
  • Tuberculose: Aqui a situação é ainda mais complicada. A tuberculose está entre as dez principais causas de morte no mundo. A meta era diminuir os casos em 80% entre 2015 e 2030. Até agora, a queda foi de apenas 12%. Pra piorar, em algumas regiões, como nas Américas, os casos até aumentaram em 13%.
  • Malária: Essa doença transmitida por mosquitos, com uma taxa de mortalidade de 7%, continua sendo um problemão, principalmente na África. A Europa está livre desde 2015, mas globalmente, em 2024, tivemos 282 milhões de casos, um aumento de 8,5% na incidência. A resistência aos medicamentos e aos inseticidas está dificultando tudo, e as mudanças climáticas podem estar piorando o cenário.
  • Desnutrição infantil: A saúde das crianças também está em risco. Em 2024, 6,6% das crianças estavam sofrendo de desnutrição grave, o que significa 42,8 milhões de crianças. E, no outro extremo, 5,5% das crianças estão acima do peso. Ambas as taxas deveriam estar abaixo de 5% até 2030, o que agora parece bem improvável.
  • Vacinação: A cobertura vacinal infantil está estagnada. Globalmente, cerca de 76% das crianças recebem a segunda dose da vacina contra o sarampo, bem abaixo dos 95% necessários para evitar surtos. Nas Américas, a cobertura de vacinas essenciais está até menor do que em 2015.

O Goodarz Danaei, epidemiologista de Harvard, aponta que a falta de investimento é um dos culpados. Mas ele também destaca que a desinformação sobre vacinas está atrapalhando muito. A pandemia de COVID-19 também não ajudou, claro, impactando os serviços de saúde e fazendo com que milhões de crianças perdessem suas vacinações de rotina.

No fim das contas, o relatório mostra que precisamos de um empurrão bem forte para conseguir chegar perto das metas de saúde que estabelecemos para 2030. A situação é séria e exige atenção e ação urgentes.

Fonte: https://www.technologyreview.com/2026/05/15/1137270/the-world-is-on-track-to-miss-its-health-targets/

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