Investimento federal mantém viva usina de carvão com histórico de infrações
A administração Trump liberou um aporte federal de US$46 milhões para estender a vida útil da usina de carvão Cumberland, no Tennessee, que já acumula multas por descumprir a Lei do Ar Limpo em 2017 e 2023, além de infrações à Lei da Água Limpa.
Contexto regulatório
Em 2011 a Tennessee Valley Authority (TVA) firmou um acordo multibilionário após falhar em instalar controle de poluição. O plano previa o encerramento da usina dentro da década, mas a mudança de quatro membros do conselho da TVA, imposta pela Casa Branca, reverteu a decisão.
Outras usinas beneficiadas
O mesmo financiamento cobre, no total, três das doze usinas que o Departamento de Energia selecionou para apoio. As demais são o Grand River Energy Center, em Oklahoma, e a Roxboro Steam Electric Plant, na Carolina do Norte, ambas com histórico de descumprimento de normas ambientais.
Reação da sociedade civil
Organizadores locais, como Angie Mummaw, da Appalachian Voices, classificam o recurso como “um tapa na cara”. Eles defendem que o capital deveria ser direcionado a fontes limpas e à modernização tecnológica, não ao prolongamento de ativos poluentes.
Impactos à saúde e ao clima
Estudos apontam que as partículas finas emitidas por usinas como a Cumberland já causaram milhares de mortes prematuras em regiões distantes, incluindo o Nordeste dos EUA. A extensão da operação, segundo especialistas da Southern Alliance for Clean Energy, acelera a mudança climática e agrava riscos de saúde pública.
Posicionamento oficial
Um porta-voz do Departamento de Energia não respondeu às questões sobre as violações, mas reiterou o compromisso da administração em “reverter a guerra contra o carvão”, citando confiabilidade da geração, resiliência da rede e suporte a infraestrutura crítica em períodos de alta demanda.
