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Tecnologia

Ex-executivo da OpenAI entra no conselho de rival da SpaceX

Ex-executivo da OpenAI entra no conselho de rival da SpaceX

Kevin Weil, aquele executivo que passou por Twitter, Meta, Planet Labs e mais recentemente OpenAI, acabou de entrar no conselho da Stoke Space. É uma startup de Seattle que quer construir foguetes totalmente reaproveitáveis para brigar de igual para igual com a SpaceX.

O detalhe curioso é que Weil já conhecia a empresa de dentro. Ele e a mulher, Elizabeth, foram investidores iniciais via o fundo Scribble Ventures, ainda quando Andy Lapsa fundou a Stoke em 2020 e passou pelo programa da Y Combinator. Segundo Lapsa contou à imprensa, foi Weil quem ajudou a destravar as portas do Vale do Silício para um fundador que só sabia de engenharia e não tinha rede de contatos nem experiência com captação.

Essa relação ajudou a empresa a levantar 1,34 bilhão de dólares, incluindo uma rodada Série D de 510 milhões em 2025. O objetivo agora é colocar no ar o foguete Nova, que promete ser reutilizável de ponta a ponta e voar repetidas vezes sem grandes reformas. Até hoje, só a Starship da SpaceX chegou perto disso, e a Blue Origin de Jeff Bezos já flertou com a ideia sem priorizá-la de verdade.

O elefante na sala: e a OpenAI?

Weil saiu da OpenAI em abril, depois de liderar por um tempo os esforços da empresa para acelerar pesquisa científica. Antes disso, foi diretor de produto da companhia entre junho de 2024 e outubro de 2025. E aqui entra a pergunta que ninguém consegue deixar de fazer: segundo reportagens, Sam Altman já teria avaliado investir na própria concorrente da SpaceX de Elon Musk. Weil seria a ponte entre o laboratório de IA e um possível parceiro no espaço?

Lapsa não confirma nem desmente. Preferiu não comentar fofoca e rumores sobre a OpenAI e disse que o papel de Weil no conselho é focar na Stoke em si.

Por que isso importa fora do universo espacial

O motivo de tanta gente de tecnologia prestar atenção nisso vai além de foguete bonito. Com a estreia bilionária da SpaceX na bolsa apoiada nas promessas sobre a Starship voar em missões operacionais este ano, ficou claro que ainda falta capacidade de lançamento no mercado. Quem conseguir colocar um foguete reutilizável voando com regularidade e preço competitivo vai faturar muito.

Tem também a aposta que anda circulando entre investidores de tecnologia: data centers no espaço, rodando com energia solar e livres de restrições regulatórias daqui da Terra. Segundo Lapsa, esse modelo só fecha a conta com reuso total e rápido dos foguetes, o que colocaria a Stoke em posição privilegiada se tudo der certo.

Contratos militares também estão no radar. Weil já tem histórico de aproximar Vale do Silício e Departamento de Defesa: ele foi um dos executivos de tecnologia que entraram na Reserva do Exército dos EUA para melhorar a cooperação entre indústria e forças armadas. Fora isso, não é sua primeira passagem pelo setor espacial, já que presidiu a Planet Labs por três anos, incluindo o IPO da empresa em 2021.

No fim das contas, Lapsa resume bem o momento: parte do risco técnico já ficou atrás, mas ainda tem chão pela frente até o foguete voar de verdade. A entrada de Weil no conselho é menos sobre currículo bonito e mais sobre abrir portas que a Stoke ainda precisa atravessar.

Fonte: https://techcrunch.com/2026/07/08/former-openai-exec-kevin-weil-is-now-on-the-board-of-stoke-space/

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