EUA alertam para ‘extremismo anti-tecnologia’ com aversão crescente à IA
A coisa tá ficando séria nos EUA. As agências federais, tipo o Departamento de Segurança Interna e o FBI, estão de olho em um novo tipo de ameaça: o ‘extremismo anti-tecnologia’. Isso vem depois de alguns ataques a CEOs e protestos contra data centers, além daquela preocupação antiga sobre a IA roubando empregos. Parece que agora, quem não curte muito a tecnologia, especialmente a IA, pode acabar na lista de monitoramento.
Documentos internos, que a WIRED conseguiu dar uma olhada, mostram que mais de mil páginas de relatórios não publicados já estão circulando. Eles indicam uma mudança na forma como o governo vê certas atividades e pessoas, classificando-as como uma ameaça emergente. É uma categoria bem ampla, o que já levanta umas bandeiras vermelhas.
Essa movimentação não é isolada. Ela segue uma diretriz do ex-presidente Donald Trump, que já mirava em quem tinha crenças ‘anti-americanas’, ‘anti-cristãs’ ou ‘anti-capitalistas’. Agora, com o foco em ‘extremismo anti-tecnologia’, parece que o aparato de vigilância doméstica está sendo direcionado para monitorar e, quem sabe, criminalizar discursos e assembleias que questionam a ideologia dominante, especialmente em um governo que investiu pesado em IA e na proliferação de data centers.
Um relatório do Bureau de Inteligência e Contraterrorismo de Nova York, por exemplo, fala em ‘caos’ e ‘distúrbios civis’ por causa da IA nos próximos cinco anos, e até em ‘atividade extremista violenta anti-tecnologia’. O termo ‘extremismo violento anti-tecnologia’ não aparece em nenhum relatório público anterior, o que mostra que é uma classificação nova e bem abrangente.
Eles também citam o caso de um grupo meio cult, os Zizians, que tinham uma ideologia obsessiva sobre os riscos existenciais da IA. Embora esse grupo seja extremo, a preocupação com o potencial catastrófico da IA não é novidade, e é um tema discutido por engenheiros de Machine Learning e especialistas em alinhamento de IA. Mas o Bureau de Inteligência alerta que ‘visões paranoicas’ sobre IA podem se espalhar, especialmente após o julgamento dos Zizians.
No fim das contas, o que fica é a preocupação com a liberdade de expressão e a vigilância. Quando o governo começa a classificar a oposição à tecnologia como ‘extremismo’, a linha entre monitorar ameaças reais e suprimir o debate público fica bem tênue. É um cenário que exige atenção, pra não deixar a automação virar ferramenta de controle.


