Elon Musk: O ‘Fator de Risco’ no IPO da SpaceX
A SpaceX finalmente abriu seu capital, e olha, a coisa é mais do que só um IPO histórico. É um mergulho profundo na teia de empresas do Elon Musk, onde o dinheiro e as operações se misturam de um jeito que dá um nó na cabeça. A gente sabe que ele é o cara por trás de tudo, mas esse lançamento mostra como ele é, ao mesmo tempo, o motor e um potencial ponto de interrogação para os investidores.
Fica claro que a SpaceX depende muito da visão e da liderança do Musk. Isso é dito abertamente nos documentos do IPO. Mas a coisa não para por aí. As outras empresas dele, tipo Tesla, xAI e até a X (antigo Twitter), aparecem o tempo todo nos relatórios. É como se fosse uma grande família, onde todo mundo se ajuda, mas também pode competir ou criar situações inusitadas.
Por exemplo, a Tesla, aquela dos carros elétricos, tem quase 19 milhões de ações da SpaceX. É menos de 1% do total, mas já mostra uma interligação. E a xAI, a empresa de inteligência artificial do Musk, foi incorporada à SpaceX em fevereiro, com suas ações virando parte do bolo da empresa espacial. Isso significa que, se uma balança, a outra sente o impacto.
E tem mais: a SpaceX comprou um monte de Cybertrucks da Tesla. Foram 131 milhões de dólares em picapes elétricas, vendidas pelo preço de tabela. No final de 2025, a SpaceX já tinha uma frota considerável. Alguns analistas até apontam que, sem essas compras, os números de registro do Cybertruck poderiam ter caído. É uma parceria que, para alguns, parece mais um empurrãozinho.
Não para por aí. Os Megapacks da Tesla, aquelas baterias gigantes, são usados para dar estabilidade aos centros de dados da SpaceX em Memphis. A empresa de foguetes investiu quase 700 milhões de dólares nesses Megapacks entre 2024 e 2025. Ou seja, a energia que mantém os dados da SpaceX rodando vem da irmã Tesla.
Até a Boring Company, a empresa de túneis do Musk, tem um pezinho nessa história. Ela paga aluguel de escritórios para a SpaceX e, em troca, a SpaceX pagou para a Boring Company cavar um túnel em sua sede no Texas. É uma relação mais modesta, mas que reforça a ideia de um ecossistema Musk.
No fim das contas, o IPO da SpaceX nos dá uma visão sem precedentes de como as empresas de Elon Musk se entrelaçam. É um modelo de negócios único, com muitas sinergias, mas que também levanta questões sobre a concentração de poder e a influência de uma única pessoa em tantos empreendimentos gigantescos. Para os investidores, é preciso entender que, ao apostar na SpaceX, eles também estão, de certa forma, apostando em Elon Musk e em toda a sua rede de empresas.
Fonte: https://www.theverge.com/science/935102/spacex-ipo-elon-musk-tesla-cybertruck-xai-risk-factor


