ClickHouse Triplica Receita Anualizada para US$ 250M, IPO no Radar
A ClickHouse, provedora de banco de dados, reportou uma receita anualizada de US$ 250 milhões, um salto triplo em relação ao ano anterior. Yury Izrailevsky, cofundador e presidente de produto, projeta que esse número alcance a casa dos ‘nove dígitos altos’ até o final do ano. Em janeiro, a empresa foi avaliada em US$ 15 bilhões após uma rodada Série D de US$ 400 milhões, liderada pelo Dragoneer Investment Group. Essa avaliação implica um múltiplo futuro de mais de 60 vezes a receita anualizada, um valor que, para muitos, merece um olhar mais cético.
Valuation e o Caminho para o Mercado Público
O crescimento robusto da receita, combinado com um valuation esticado, posiciona a ClickHouse, com menos de cinco anos de mercado, para um IPO nos próximos anos. A empresa se junta a um grupo crescente de startups de tecnologia que sinalizam planos de abertura de capital, antecipando uma janela de IPO que, segundo rumores, será aberta com as estreias de SpaceX, OpenAI e Anthropic. A contratação de Jimmy Sexton, ex-diretor de relações com investidores da Snowflake – um concorrente direto –, como CFO, é um movimento clássico que precede a entrada no mercado público.
“O mercado está aquecido, mas múltiplos de 60x ARR exigem um crescimento exponencial e contínuo para justificar o preço. É uma aposta alta.”
A ClickHouse já demonstrou apetite por aquisições, incorporando seis startups, incluindo a Langfuse, focada em desempenho de agentes de IA. Izrailevsky indicou que a estratégia de aquisição continuará, visando empresas jovens com tecnologia promissora, geralmente de código aberto, que complementem seu portfólio principal.
Origem e Modelo de Negócios
A tecnologia da ClickHouse nasceu há 17 anos dentro da gigante russa Yandex, mas se tornou uma startup independente em 2021. Hoje, a empresa atende mais de 4.000 clientes, incluindo nomes como Anthropic, Meta, Capital One e Decagon. Seu banco de dados de código aberto é otimizado para processar os vastos volumes de dados exigidos por agentes de IA. A receita é gerada através da venda de serviços gerenciados em nuvem. Izrailevsky alega que essa oferta comercial, surpreendentemente, custa menos aos clientes do que gerenciar a versão de código aberto por conta própria, o que, segundo ele, tem sido um grande impulsionador do negócio. Resta saber se o mercado, com seu olhar frio para os números, concordará com essa narrativa no longo prazo.


