Por que a IA do Google não consegue soletrar nem o próprio nome?
Sabe aquela pergunta simples, tipo ‘quantos ‘P’s tem em Google?’ Pois é, a IA do Google respondeu ‘dois’. E na palavra ‘poop’, ela disse que tinha ‘exatamente 1 ‘r”, quando na verdade não tem nenhum. Ou seja, a coisa tá feia. Parece até piada, mas a nova busca com IA do Google, que prometia revolucionar tudo, está patinando no básico.
A IA do Google e os erros de ortografia: um problema recorrente
Não é a primeira vez que a gente vê a IA do Google dando umas escorregadas. Lembro que, da outra vez que tentaram algo parecido, a funcionalidade chegou a citar posts de sites de humor e até sugerir coisas absurdas, como comer pedras. Agora, a empresa está dobrando a aposta na inteligência artificial como o centro de seu produto principal, e a gente vê essas falhas bobas, mas que chamam a atenção.
O Google já se manifestou sobre o assunto, dizendo que ‘contar dentro de palavras tem sido um desafio conhecido para os LLMs, e estamos trabalhando para corrigir esse problema específico’. Mas, para quem usa, a sensação é de que algo tão avançado não deveria errar algo que uma criança do primário acerta.
LLMs são baseados na arquitetura de transformadores, que notavelmente não está realmente lendo texto. O que acontece quando você insere um prompt é que ele é traduzido para uma codificação. Quando ele vê a palavra ‘the’, ele tem essa codificação do que ‘the’ significa, mas ele não sabe sobre ‘T’, ‘H’, ‘E’.
É como se a IA, que consegue criar um aplicativo em segundos ou resolver problemas complexos, fosse péssima em algo tão fundamental quanto soletrar. A gente já brincava há anos que, quando uma empresa lançava um modelo de IA novo, a primeira coisa a fazer era perguntar ‘quantos ‘r’s tem em ‘strawberry” para ver se ela passava no teste. E a resposta quase sempre era decepcionante.
Por que a IA não entende a ortografia como nós?
A questão é que esses modelos de IA, chamados LLMs (Large Language Models), não foram feitos para entender a ortografia da mesma forma que a gente. Eles não veem as frases como um monte de palavras e letras. Em vez disso, eles quebram o texto em ‘tokens’, que podem ser palavras inteiras, sílabas ou até letras, dependendo do modelo.
Então, quando você digita algo, a IA não ‘lê’ como um humano. Ela transforma o texto em representações numéricas e tenta contextualizar isso para dar uma resposta lógica. É por isso que um pesquisador de IA da Universidade de Alberta explicou que, para a IA, a palavra ‘the’ tem uma codificação específica, mas ela não ‘sabe’ que é formada pelas letras ‘T’, ‘H’, ‘E’.
Essa forma de trabalhar, baseada em tokens, tem suas limitações. E os pesquisadores não estão muito otimistas em resolver o problema da ortografia de forma definitiva. É difícil definir o que exatamente é uma ‘palavra’ para um modelo de linguagem, e mesmo que os especialistas chegassem a um consenso, os modelos provavelmente ainda achariam útil ‘dividir’ as coisas ainda mais.
O que isso significa para você, usuário?
No fim das contas, a capacidade de soletrar não é o foco principal dos LLMs. Eles são bons em outras coisas, como gerar texto e resolver problemas complexos. Mas esses erros básicos servem como um lembrete importante: a inteligência artificial não é perfeita. Por mais que pareça poderosa e onisciente, a gente não pode confiar cegamente nas suas respostas sem checar a veracidade.
Então, da próxima vez que a IA do Google te der uma informação, especialmente se for algo que exige precisão, dê uma olhada duas vezes. É o tipo de coisa que faz a gente lembrar que, por trás de toda a tecnologia, ainda tem um caminho a ser percorrido para que ela seja realmente infalível.
Fonte: https://techcrunch.com/2026/05/27/why-googles-ai-cant-spell-google-or-anything-else/


