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Inteligência Artificial

Agentes de IA: Como Duas Ferramentas Viraram o Mundo Tech de Cabeça Para Baixo

Agentes de IA: Como Duas Ferramentas Viraram o Mundo Tech de Cabeça Para Baixo

Lembra quando a gente achava que IA era só para tarefas repetitivas? Pois é, o jogo virou. Em agosto de 2025, um grupo de entusiastas se reuniu em Londres, e o papo era um só: Claude Code. Peter Steinberger, um dos presentes, confessou que dedicava quase todo o seu tempo a essa ferramenta da Anthropic. E ele não estava sozinho.

Poucos meses depois, a Anthropic lançou o Opus 4.5, uma versão turbinada do Claude Code. Essa belezinha conseguia lidar com códigos mais complexos, tinha uma memória de elefante e, pasme, gerenciava uma equipe de subagentes de IA. A Anthropic, que é famosa por ter um teste de contratação super difícil para engenheiros, afirmou que o Opus 4.5 superou qualquer candidato humano. Isso não é só um detalhe; é um sinal claro de que a IA está redefinindo a engenharia de software.

Imagina só: programadores passando as festas de fim de ano testando uma ferramenta que os fazia sentir como se tivessem cem clones ou superpoderes. Um deles chegou a dizer que era como virar o Homem-Aranha. Parece exagero? Talvez não. A capacidade de criar software de forma tão acelerada é algo que muda tudo.

Mas o Peter Steinberger, mesmo com todo o poder do Claude Code, queria mais. Em novembro de 2025, ele lançou o OpenClaw. Pensa nele como seu assistente pessoal de IA, mas com esteroides. Você dá acesso aos seus dados, aplicativos e até ao seu cartão de crédito, e ele sai vasculhando sua nuvem e a internet para fazer o que você pedir. Ele trabalha sozinho, em segundo plano, e não desiste, tipo um Terminator digital. É a autonomia levada ao extremo.

A popularidade do OpenClaw explodiu. Em menos de duas semanas, o projeto no Github já tinha mais de 100 mil estrelas. Hoje, esse número é ainda maior. Esses dois avanços – o Claude Code comercial e o OpenClaw de código aberto – marcaram a chegada dos agentes de IA. Claro, ainda é uma aventura um pouco caótica e arriscada, mas quem mergulhou de cabeça sente que está vivendo no futuro.

“É difícil explicar a dimensão dessa mudança. É o lançamento mais subestimado e massivo que já experimentei em tecnologia.”

Thomas Reardon, ex-executivo da Microsoft e Meta, resumiu bem o sentimento. Ele compara o momento atual com a revolução dos computadores nos anos 80: o público curioso e ansioso, enquanto os desenvolvedores construíam o futuro. A diferença é que agora, a aposta é ainda maior.

Marc Andreessen, um dos criadores do navegador e um otimista tecnológico de carteirinha, disse em um podcast que essa é a forma como as pessoas vão usar computadores. E ele não deixou claro que talvez não seja uma escolha, mas uma inevitabilidade.

A história de Boris Cherny ilustra bem essa transição. Em 2024, ele era líder técnico no Instagram, vivendo uma vida tranquila no Japão, fazendo miso e trocando produtos com vizinhos. Mas quando começou a brincar com os modelos de IA de São Francisco, sua vida mudou. Ele se juntou à Anthropic, e logo viu um engenheiro, Adam Wolff, mostrar um trabalho inicial de codificação automatizada. Era primitivo, mas Cherny usou a ferramenta para fazer um “pull request”, uma tarefa comum na programação. Não foi perfeito, mas provou que era possível. E que tarefas de codificação mais complexas poderiam ser automatizadas em breve. É assim que a gente vê a tecnologia avançar: de um experimento simples a algo que muda o jogo.

Fonte: https://www.wired.com/story/how-ai-agents-plunged-tech-world-into-chaos/

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