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Inteligência Artificial

Google muda como mede uso do Gemini e cota de IA agora é por complexidade

Se você usa o Gemini todo santo dia, prepara o coração: a Google mudou a forma de contar seu uso de IA, e isso pode significar menos respostas por dia mesmo que você não tenha alterado nada no seu jeito de usar o app.

Até pouco tempo, a lógica era simples: um número fixo de prompts por dia, ponto final. Agora o cálculo leva em conta o poder computacional que cada pedido exige. Pedir três vídeos complexos pode consumir mais cota do que pedir dez respostas de texto simples. Faz sentido para a Google gerenciar seus data centers, mas para quem usa o app no dia a dia fica mais difícil prever a hora de bater no limite.

O que pesa na conta

Três fatores decidem quanto da sua cota some a cada prompt: o plano que você paga, a complexidade do pedido (perguntar a previsão do tempo não é a mesma coisa que pedir um app programado do zero) e o modelo escolhido, entre Flash-Lite, Flash e Pro, cada um com níveis de raciocínio (Standard, Extended, Deep Think) que também entram na conta.

No plano gratuito, os limites são chamados só de padrão, sem número divulgado. Quem paga AI Plus, a US$ 8 por mês, tem o dobro disso. No AI Pro, a US$ 20 por mês, o teto sobe para 4 vezes o padrão. Já no AI Ultra, que custa US$ 100 ou US$ 200 por mês, a cota fica entre 5 e 20 vezes maior que a do Pro, dependendo de quanto você paga.

A janela de contexto, ou seja, quanto texto cabe numa conversa só, também muda de plano para plano. No gratuito são 32 mil tokens, algo como 24 mil palavras. No Plus, sobe para 128 mil tokens, por volta de 96 mil palavras. No Pro e no Ultra, o limite chega a 1 milhão de tokens, cerca de 750 mil palavras em uma única conversa.

Como ver sua cota

A parte boa é que dá para acompanhar tudo sem mistério. No Gemini web, clique no ícone de engrenagem no canto inferior esquerdo e depois em Usage limits. No app do celular, Android ou iOS, toque no menu no topo, depois na engrenagem e em Usage limits.

Você vai ver duas barras. A primeira mostra o uso atual, que reseta a cada cinco horas, e o app avisa quando a cota volta. A segunda é o limite semanal, que reseta uma vez por semana.

Se você está num plano pago e bate no teto, não fica sem IA: só é rebaixado para o modelo mais básico até o próximo reset. E vale lembrar que a própria Google avisa que esses limites podem mudar sem aviso prévio, dependendo da demanda nos servidores.

Testei e o mais chato não é o limite em si, é a falta de um número fixo: você só descobre que estourou quando o app avisa.

Fonte: https://www.wired.com/story/how-googles-new-gemini-rates-work-and-how-to-track-your-usage/

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