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Inteligência Artificial

Google I/O: IA para a Ciência em Nova Direção

Google I/O: IA para a Ciência em Nova Direção

No recente Google I/O, Demis Hassabis, CEO do Google DeepMind, nos brindou com uma reflexão intrigante: estamos nos ‘primeiros passos da singularidade’. Olha que coisa interessante! Essa frase, que evoca um futuro onde a inteligência artificial supera a humana, foi dita num contexto bem peculiar. Ele estava ali para falar sobre IA na ciência, e o ponto alto foi um vídeo mostrando como o WeatherNext, um software de previsão, alertou sobre o furacão Melissa na Jamaica, possivelmente salvando vidas. Um feito e tanto, sem dúvida, mas será que isso já é a singularidade batendo à porta?

Essa dicotomia entre a retórica grandiosa e os resultados práticos do WeatherNext revela uma tensão fascinante. De um lado, temos as ferramentas de IA superespecializadas, como o próprio WeatherNext ou o AlphaFold, que ganhou um Nobel por prever estruturas de proteínas. Elas são projetadas para resolver problemas científicos bem definidos. Do outro, surgem os sistemas ‘agênticos’, baseados em LLMs, que prometem conduzir pesquisas de ponta com pouquíssima intervenção humana. É essa segunda visão que alimenta grande parte do entusiasmo atual, incluindo a ideia de que a própria IA pode impulsionar seu avanço, num ciclo cada vez mais rápido.

E não é só papo! Esses sistemas agênticos já estão fazendo contribuições reais. Recentemente, a OpenAI anunciou que um de seus modelos desvendou uma conjectura matemática importante. O mais curioso é que esse modelo não é especializado em matemática; é um sistema de raciocínio geral, como o GPT-5.5. Se agentes gerais podem avançar na matemática, imagine o potencial para outras áreas da ciência, mesmo que a verificação experimental traga um desafio extra.

Claro, o Google não está abandonando suas ferramentas especializadas. AlphaGenome e AlphaEarth Foundations, por exemplo, foram lançados recentemente, e o WeatherNext continua evoluindo. Essas ferramentas são super populares entre os cientistas – o AlphaFold, por exemplo, já foi usado por mais de três milhões de pesquisadores. E a Isomorphic Labs, uma subsidiária do Google focada em usar o AlphaFold para desenvolver novos medicamentos, acabou de levantar uma rodada de financiamento de 2 bilhões de dólares.

Mas há sinais claros de uma reorientação. John Jumper, que ganhou o Nobel pelo AlphaFold, agora está focado em IA para codificação. Não é surpresa que o Google direcione seus talentos para onde a concorrência está acirrada, mas isso também pode indicar uma priorização dos sistemas agênticos, já que a capacidade de codificação é crucial para eles. Parece que a aposta agora é em IAs que não apenas auxiliam a ciência, mas que, de fato, ‘fazem ciência’ autonomamente. Um futuro onde humanos e máquinas colaboram como pares, ou onde a IA avança sozinha, está se desenhando, e é um cenário que me deixa bastante curiosa para acompanhar!

Fonte: https://www.technologyreview.com/2026/05/22/1137813/google-i-o-showed-how-the-path-for-ai-science-is-shifting/

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