Google I/O: CEO da DeepMind fala em ‘singularidade’ da IA, mas o que isso signif
O Google I/O sempre traz novidades, mas este ano, uma declaração do CEO da Google DeepMind, Demis Hassabis, chamou atenção. Ele encerrou a apresentação de IA com uma frase de impacto: disse que estamos nos “primórdios da singularidade”. Pois é, a parada ficou filosófica depois de um monte de apps e roteiros.
Hassabis descreveu o momento como “profundo para a humanidade” e que a IA tem um “potencial incrível” para beneficiar o mundo. Segundo ele, quando olharmos para trás, vamos perceber que este foi o começo de algo grande. Ele acredita que a tecnologia vai multiplicar a engenhosidade humana, abrindo uma nova era de descobertas científicas e melhorando a vida de todo mundo.
Mas, o que ele quer dizer com “singularidade”? Essa é a parte que gera confusão. Antes de soltar essa frase, ele apresentou o Gemini for Science, um conjunto de ferramentas para pesquisa científica. A ideia é revolucionar a descoberta de medicamentos e, quem sabe, acabar com todas as doenças. É um objetivo ambicioso, e não é a primeira vez que um executivo de tecnologia usa termos grandiosos. Satya Nadella, da Microsoft, por exemplo, já chamou a IA de “ferramentas amplificadoras cognitivas”.
O interessante é que, em uma entrevista recente, Hassabis tinha uma definição um pouco diferente para singularidade: para ele, era sinônimo da chegada de uma AGI (Inteligência Artificial Geral) completa. E, na época, ele mesmo disse que “não estamos nem perto disso”. Ele até manteve a previsão de 50% de chance de alcançarmos a AGI até 2030. Então, a singularidade que ele mencionou no I/O parece ser mais um marco inicial, um “pé na porta”, do que a AGI completa que a gente costuma imaginar. É como se ele estivesse dizendo: “Olha, estamos começando a subir a montanha, mas o pico ainda está longe”.
Para nós, usuários e desenvolvedores, isso significa que a IA está evoluindo rápido, com ferramentas que podem realmente mudar a forma como fazemos pesquisa e resolvemos problemas complexos. Não é sobre robôs dominando o mundo amanhã, mas sobre a capacidade da IA de nos ajudar a ir além. É um convite para ficarmos de olho e entender como essas inovações podem impactar o nosso dia a dia e o futuro da ciência.
Fonte: https://www.theverge.com/tech/934260/google-io-ai-singularity-demis-hassabis


