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Inteligência Artificial

Devin: o copiloto de IA que não quer roubar seu emprego, segundo o CEO da Cognit

Devin: o copiloto de IA que não quer roubar seu emprego, segundo o CEO da Cognit

A Cognition, criadora do Devin, um dos agentes de IA para programação mais comentados, acaba de levantar uma bolada: 1 bilhão de dólares, avaliando a empresa em 26 bilhões. E o CEO, Scott Wu, já está na boca do povo de novo. Mas, ao contrário do que muitos pensam, ele não quer ver programadores desempregados por causa da sua criação.

Devin: seu parceiro de código, não seu chefe

A ideia de um software que se ‘autogerencia’ pode soar assustadora, mas Wu insiste que o Devin não veio para substituir ninguém. Ele vê o Devin como um ‘amigo’ que te ajuda a construir mais. Pense nele como aquele colega que faz as tarefas chatas e repetitivas, liberando você para o que realmente importa: criar.

E o Scott Wu sabe o que fala. Ele é um prodígio da programação desde criança. Começou a codificar aos nove anos e ganhou competições de matemática que o levaram a conhecer outros gênios da tecnologia. Ou seja, ele entende a paixão por programar.

“Nunca pensamos em substituir humanos. Sei que é um cenário que as pessoas comentam, mas nunca foi a nossa visão.”

Ele até tem um ursinho de pelúcia do Devin na mesa, segurando um computador. É o símbolo físico do que ele acredita: um companheiro que te ajuda a desenvolver melhor.

Menos ‘trabalho braçal’, mais criatividade

A verdade é que muitos engenheiros de software adoram o que fazem. A satisfação de transformar uma ideia em algo real, do zero, é o que move a maioria. E é aí que o Devin entra. Ele cuida das tarefas que ninguém gosta: atualizar software antigo, migrar aplicações de uma plataforma para outra. Aquelas coisas que tomam um tempo precioso e que, convenhamos, não são a parte mais divertida do trabalho.

Na própria Cognition, o Devin já é responsável por quase todo o código. A empresa afirma que 89% do código enviado por seus engenheiros foi feito pelo Devin, e o resto por outros agentes locais. Isso mostra que a ferramenta funciona, e funciona bem, para otimizar o processo.

Wu compara os agentes de IA a uma nova camada de abstração no desenvolvimento de software, assim como os ambientes de desenvolvimento visual simplificaram a criação de programas. É uma forma de focar na visão do produto, deixando a IA cuidar dos detalhes técnicos.

O futuro é com IA, não contra ela

Embora o Devin possa atuar entre um engenheiro júnior e um de nível médio, a intenção não é que ele trabalhe sozinho. A ideia é que ele libere os programadores para se dedicarem à parte mais criativa e estratégica, tirando o peso das tarefas repetitivas.

E essa tendência não deve parar na programação. Wu prevê que agentes de IA vão surgir em várias outras áreas, da medicina ao atendimento ao cliente. O objetivo, segundo ele, é sempre aumentar a capacidade humana, não substituí-la. “Sempre deve caber ao humano decidir o que fazer”, ele enfatiza. É uma visão de futuro onde a tecnologia é uma aliada, não uma ameaça, e onde a criatividade humana continua sendo o motor principal.

Fonte: https://techcrunch.com/2026/05/29/cognitions-scott-wu-says-ai-coding-agents-shouldnt-replace-humans/

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