SoftBank questiona viabilidade de data centers orbitais de Elon Musk
Na última reunião de acionistas, Masayoshi Son, fundador e CEO da SoftBank, puxou a fila ao questionar a proposta de Elon Musk de montar data centers em órbita. Segundo ele, a ideia não traz economia real e ainda levaria tempo demais para se tornar relevante, enquanto a corrida pela IA se decide nos próximos anos, não em décadas.
O que o time da TechCrunch comentou
No podcast Equity, Kirsten Korosec, Sean O’Kane e Anthony Ha analisaram a fala de Son dentro de um panorama maior: a escassez de capacidade de computação e a corrida por novas fontes de energia de processamento.
Sean destacou que o conceito de “neo‑cloud” está em alta, com empresas como Groq e até a Allbirds mudando de modelo para oferecer potência de cálculo. Para ele, a proposta de Musk – usar satélites que precisam ser substituídos a cada poucos anos como um “data center orbital” – pode gerar mais negócios para a SpaceX, mas ainda é incerta.
Anthony reforçou a crítica de Son, lembrando que os custos de colocar servidores no espaço são astronômicos e que a solução não chega a curto prazo. Ele apontou que a pressão por mais data centers aqui na Terra já é grande, e que “ir ao espaço” não resolve o gargalo imediato.
SoftBank e apostas ousadas
Kirsten lembrou que a SoftBank tem um histórico de investimentos arriscados, como o WeWork. O fato de Son levantar a questão agora traz um contraponto importante num cenário onde muitos investidores e fundadores parecem estar empolgados com a ideia de data centers orbitais.
Em resumo, a visão de Musk ainda encontra ceticismo entre os grandes players. Enquanto a SpaceX tenta alavancar seu negócio de lançamentos – ainda fortemente sustentado pelo Starlink – a promessa de um “centro de dados no espaço” parece mais um experimento de longo prazo do que uma solução imediata.