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Inteligência Artificial

Siri AI no iOS 27: veja o que muda no dia a dia do iPhone

Siri AI no iOS 27: veja o que muda no dia a dia do iPhone

A Apple abriu o beta público do iOS 27 e, com ele, a esperada reformulação da Siri finalmente saiu do papel. Não é mais só aquela voz que às vezes entende, às vezes não. Agora ela virou uma espécie de central de comando espalhada por todo o sistema, com app próprio e presença constante na busca do iPhone.

Quem testou a versão para desenvolvedores nas últimas semanas relata uma experiência bem mais fluida do que a Siri clássica. Achar fotos antigas de viagem, disparar uma mensagem rápida, sugerir um lugar pra comer o pancake da vida: tudo isso funcionou em pedidos simples, direto na conversa. Não é perfeito, mas dá pra sentir que a assistente saiu do modo decorativo.

Um app que é mais histórico do que chat

A grande novidade visual é um aplicativo com cara de chatbot, só que ele funciona menos como ferramenta de conversa nova e mais como um repositório das interações anteriores. Você reabre threads antigas, revisita o que já perguntou, mas iniciar conversas ali direto não é o caminho mais natural, já que a Siri agora está embutida na busca do próprio celular.

Dá pra controlar por quanto tempo esse histórico fica salvo. Nas configurações, dentro do menu da Siri AI, existe uma aba específica para isso, com três opções: manter para sempre, por um ano ou por 30 dias. Escolhendo um prazo mais curto, as conversas antigas somem automaticamente do app.

Falta memória, mas a base é sólida

Um ponto que ainda incomoda: a Siri AI não guarda preferências do usuário entre conversas, algo que já é padrão em chatbots como ChatGPT ou Claude. Na prática, isso significa repetir pro assistente que você é vegano cada vez que pedir uma receita. É esperado que a Apple evolua isso nas próximas atualizações, já que o produto ainda está no início.

Nabila Popal, diretora de pesquisa focada em dispositivos de consumo na IDC, resume bem o diferencial: a integração da Siri AI por todo o ecossistema é o que chama atenção, já que você acessa a assistente de qualquer ponto do aparelho, seja por voz ou pelo app.

O detalhe que ninguém espera: indexação

Antes de aproveitar tudo isso, o iPhone precisa passar por um processo de indexação, que cria um banco de dados local e pesquisável com o conteúdo do aparelho. Nas versões mais recentes do beta, essa etapa aparece como Optimizing Search and Siri, com barra de progresso incluída. Em testes, o processo levou pouco mais de uma semana para terminar, mas isso pode variar dependendo do modelo, do armazenamento disponível e da versão instalada.

Segundo Josh Clark, da agência de design digital Big Medium, essa é justamente a vantagem competitiva da Apple: a Siri tem acesso a um tipo de contexto que ferramentas como ChatGPT e Claude não conseguem ter com a mesma facilidade, porque ela está integrada ao próprio sistema operacional.

Quem quiser testar precisa entrar no Apple Beta Software Program, instalar o iOS 27 público e depois entrar numa lista de espera específica da Siri, liberada por notificação. E o conselho de sempre continua valendo: faça backup do iPhone antes de instalar qualquer beta, só por precaução.

Fonte: https://www.wired.com/story/siri-ai-is-now-apple-everything-tool/

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