OpenAI prepara caixa de som sem tela que se move pela casa
Chegou uma notícia que parece roteiro de ficção científica, mas é jornalismo de verdade: segundo a Bloomberg, a OpenAI está desenvolvendo seu primeiro produto físico e ele não tem tela, pode se mover sozinho e foi pensado para virar uma espécie de companheiro que mora dentro de casa.
Pense num alto-falante inteligente, só que sem aquela cara de eletrodoméstico comum. As fontes ouvidas pela Bloomberg descrevem o aparelho como algo com personalidade própria, capaz de aprender sobre quem mora na casa ao longo do tempo e ajustar suas respostas conforme esse convívio evolui. É como se a diferença entre uma smart speaker comum e esse dispositivo fosse a mesma que existe entre um termostato programável e um mordomo que memoriza seus hábitos.
Peças que se movem por conta própria
O detalhe mais curioso do relato é que o dispositivo teria elementos mecânicos que se movem sozinhos, quase como se a OpenAI quisesse dar um corpo físico ao ChatGPT. A ideia, segundo as fontes, é transformar a assistente em algo palpável, que ocupa espaço na sala e reage ao ambiente, não apenas uma voz saindo de uma caixa.
Para isso, a empresa recrutou ex-engenheiros da Apple que ajudaram a moldar produtos como o iPhone e o Mac, o que reforça a aposta em design refinado, algo raro em produtos de IA que costumam nascer como protótipos de laboratório.
Uma queda de braço que já começou nos tribunais
O timing não podia ser mais tenso. Na semana passada, a Apple processou a OpenAI alegando roubo de segredos comerciais e chegou a dizer que as acusações são só
a ponta do iceberg
, com mais revelações a caminho durante o processo judicial. A OpenAI nega qualquer irregularidade e, segundo pessoas próximas ao projeto, considera que o novo dispositivo se distancia bastante do que a Apple já vende, tornando improvável qualquer violação de propriedade intelectual.
Vale lembrar que rumores sobre um possível smartphone da OpenAI também circulam há tempos, sinal de que a empresa mira uma linha de hardware mais ampla, não apenas um gadget isolado.
O mercado já está de olho
Essa corrida por hardware de IA não é exclusividade da OpenAI. A Hark, startup fundada por Brett Adcock, levantou uma rodada Series A de 700 milhões de dólares em maio, avaliada em 6 bilhões, para criar o que chama de inteligência pessoal: modelos proprietários combinados com hardware sob medida, funcionando como interface entre humanos e máquinas. E olha que interessante, a empresa nem revelou o formato do produto ainda, o que mostra como o capital está correndo atrás dessa categoria antes mesmo dos primeiros lançamentos chegarem às lojas.
Se o histórico de outros gadgets recentes de IA serve de termômetro, o desafio real não vai ser só técnico. Vai ser convencer as pessoas de que vale a pena ter mais um dispositivo conectado em casa, disputando atenção com o celular que já está no bolso.