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Inteligência Artificial

IA que se aprimora sozinha? Uma nova startup quer fazer isso acontecer

IA que se aprimora sozinha? Uma nova startup quer fazer isso acontecer

Sabe aquela ideia de uma inteligência artificial que aprende, identifica as próprias falhas e se corrige sozinha? Parece coisa de filme, né? Mas é exatamente isso que a Recursive Superintelligence, uma nova startup de São Francisco, quer fazer. Eles acabaram de sair do modo ‘stealth’ com um investimento de US$ 650 milhões, e o nome por trás disso é Richard Socher, alguém que você talvez conheça do You.com ou do trabalho com o Imagenet.

Socher não está sozinho nessa. Ele trouxe uma galera de peso da pesquisa em IA, incluindo Peter Norvig e Tim Shi, cofundador da Cresta. O objetivo é ambicioso: desenvolver um modelo de IA que se aprimore de forma recursiva. Pensa assim: a IA consegue ver onde está errando e se redesenha para melhorar, tudo por conta própria. É o que muitos chamam de ‘Santo Graal’ da pesquisa em IA.

Conversei com o Socher e ele explicou que o diferencial deles é usar algo chamado ‘open-endedness’ para chegar a essa auto-melhora recursiva. Não é só pedir para a IA melhorar uma coisa específica, tipo um texto ou um sistema de machine learning. Isso seria só uma melhoria. O que eles buscam é um processo onde a IA automatiza todo o ciclo de criação, implementação e validação de ideias de pesquisa, começando pelas próprias ideias de IA e, quem sabe, um dia até em outras áreas.

O termo ‘open-endedness’ não é só um jargão. Tim Rocktäschel, um dos cofundadores, já liderou equipes de ‘open-endedness’ no Google DeepMind e trabalhou no modelo Genie 3. Imagina uma IA que você dá um conceito, um mundo, um agente, e ela simplesmente cria e interage com isso? É tipo a evolução biológica, onde as espécies se adaptam e contra-adaptam, gerando novidades por bilhões de anos. É assim que a gente desenvolveu os olhos, por exemplo.

Outro exemplo legal que ele citou é o ‘rainbow teaming’. Você já ouviu falar de ‘red teaming’ em cibersegurança? É quando você tenta fazer uma IA falar algo que não deveria, tipo como montar uma bomba, pra garantir que ela não faça isso. Agora, e se você colocasse uma segunda IA pra testar a primeira? Essa segunda IA teria a missão de fazer a primeira dizer todas as coisas erradas possíveis. Elas poderiam interagir por milhões de vezes, co-evoluindo. Uma ataca, a outra se defende e aprende, ficando mais segura. Essa ideia do Tim Rocktäschel já é usada nos maiores laboratórios hoje em dia.

A pergunta que fica é: quando isso termina? Socher diz que algumas coisas nunca terminam. A inteligência sempre pode melhorar, seja em programação ou matemática. Ele está tentando formalizar esses limites, mas são tão distantes que estamos muito longe de alcançá-los.

Ele não se vê como um ‘neolab’ comum, que só faz pesquisa. A ideia é ser uma empresa viável, com produtos incríveis que as pessoas amem usar e que tragam um impacto positivo. E quando veremos esses produtos? Ele diz que o time fez tanto progresso que os prazos podem até ser adiantados. A gente vai ter que esperar alguns trimestres, não anos.

Uma das grandes discussões sobre a auto-melhora recursiva é que, uma vez que a gente tenha um sistema desses, o poder de processamento se torna o recurso mais importante. Quanto mais rápido você roda o sistema, mais rápido ele melhora, e a intervenção humana externa faria pouca diferença. A corrida seria sobre quem consegue mais capacidade de computação. Socher concorda que o ‘compute’ é essencial e que no futuro, a questão será: quanto de poder de computação a humanidade quer gastar para resolver quais problemas?

Fonte: https://techcrunch.com/2026/05/14/what-happens-when-ai-starts-building-itself/

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