IA: Mais produtividade, menos solução para problemas reais?
A gente vê por aí as novidades em IA e pensa: uau, isso vai mudar tudo! Meus colegas testaram o Gemini Spark, da Google, e ficaram impressionados. O tal Spark sabia o nome do cachorro de um deles e até da esposa do outro, sem que tivessem contado. É de arrepiar, né? Mas, pra mim, o que realmente assusta é como tudo isso parece focado numa ideia de “produtividade” que não toca nos problemas de verdade que a gente enfrenta.
Sabe, essa história de ser produtivo virou quase uma religião. É como se ser produtivo fosse a chave pra tudo, e se você não for, algo está errado. A gente vive numa correria, com tarefas que parecem urgentes o tempo todo, mesmo quando não são. E aí a IA chega como a solução mágica pra essa bagunça que, sejamos sinceros, as próprias empresas de tecnologia ajudaram a criar. Elas passaram décadas borrando a linha entre o trabalho e a vida pessoal, e agora vêm com a ferramenta pra “otimizar” essa confusão.
Lembro da minha mãe, quando eu era criança, passando horas cortando cupons pra economizar nas compras de mercado. Nossa sala virava um mar de papel picado. Todo aquele tempo era roubado dela e da nossa família. Uma IA nos anos 90 talvez ajudasse a organizar os cupons, mas nunca resolveria o sistema econômico que exigia isso dela em primeiro lugar. É essa a questão: a IA pode te ajudar a colorir a agenda, mas não vai consertar um problema estrutural.
E pra onde vai essa busca incessante por produtividade? Tem gente por aí, com muito dinheiro, que fala num futuro onde robôs fazem tudo e a gente só curte a vida. Mas se você viu o robô falho do Elon Musk, sabe que a realidade é bem diferente. A ideia é que a gente rale agora pra que as próximas gerações possam ter uma vida mais tranquila, focada em arte e filosofia. Tipo, a gente se vira na pré-transcendência pra depois virarem artistas.
Enquanto isso, o Mark Zuckerberg compra um iate gigante numa cidade onde ele acabou de demitir um monte de gente pra bancar os investimentos em IA. A IA liberou o tempo desses funcionários? Boa sorte pra eles em Hollywood, porque lá também estão trocando atores por inteligência artificial. É uma ironia, né?
Tem um lado meio sombrio nessa história de “mais produtividade”. Nos últimos cem anos, a produtividade explodiu, mas os salários não acompanharam. Ninguém trabalha menos, só ganha menos. E enquanto empresas de IA acumulam trilhões, a gente precisa se perguntar: essa produtividade está realmente nos servindo, ou estamos apenas alimentando um sistema que nos exige cada vez mais, sem nos dar o retorno justo?


