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Inteligência Artificial

IA e Influenciadores: A Linha Entre o Real e o Digital Está Sumindo

IA e Influenciadores: A Linha Entre o Real e o Digital Está Sumindo

Lembra quando dava pra sacar de longe que um influenciador era IA? Tipo, a Lil Miquela, a Imma ou a Shudu Gram, com aquele visual super digital, quase de desenho animado. Elas eram novidade, um show à parte, e a gente via que era tudo uma produção mega elaborada, com estúdios, grana e um polimento que gritava: ‘eu sou virtual!’

Mas, olha, as coisas mudaram. E mudaram rápido. De uns tempos pra cá, tenho notado que esses personagens digitais que aparecem no meu feed estão cada vez mais parecidos com gente de verdade. Pensa na Emily Pellegrini ou na Aitana Lopez. Elas não são mais aquelas figuras obviamente digitais. Agora, elas parecem mais com aquela sua amiga que vive viajando, sempre em lugares incríveis, postando fotos de restaurantes chiques ou de eventos badalados como Coachella e Wimbledon.

Claro, a gente sabe que a maioria dos influenciadores ‘reais’ também não é superrelacionável, né? Mas a questão é que a diferença entre o que é real e o que é IA ficou muito, mas muito tênue. E isso é um baita desafio para as redes sociais.

Esses novos influenciadores IA não surgem do nada. A Aitana Lopez, por exemplo, é criação de uma agência espanhola, a The Clueless, que gerencia um time de influenciadores virtuais. Já o criador da Emily Pellegrini, que se apresenta como Professor EP, contou que antes cuidava de criadores do OnlyFans e agora ensina as pessoas a fazerem seus próprios influenciadores de IA. Ou seja, tem uma indústria por trás disso, e ela está crescendo.

E é aí que a coisa fica séria. A novidade dos primeiros influenciadores de IA já passou. Naquela época, eles eram poucos e se destacavam. Hoje, eles são parte de um tsunami de conteúdo gerado por inteligência artificial que inunda nossas redes sociais. Não é só influenciador fake; é texto copiado de chatbot, imagens e vídeos de baixa qualidade, e até músicas que grudam na cabeça, tipo aquela do ‘Lord of the Rings disco’ que viralizou no TikTok.

Os ‘fakes’ estão por toda parte. Eles estão tentando te vender coisas que caem do céu (dropshipping), enganando gente com fotos falsas e até espalhando desinformação. A capacidade da IA de criar conteúdo convincente, seja visual ou textual, está tornando a tarefa de identificar o que é autêntico cada vez mais complexa. E isso afeta diretamente a nossa experiência online, a confiança nas informações que consumimos e até a forma como interagimos uns com os outros.

As plataformas de redes sociais estão correndo atrás para tentar lidar com isso. Mas a verdade é que a IA está evoluindo a uma velocidade impressionante, e a capacidade de distinguir o real do artificial está se tornando um superpoder que poucos ainda dominam. É um cenário novo e desafiador, onde a gente precisa ficar mais esperto do que nunca para saber o que é o quê.

Fonte: https://www.theverge.com/ai-artificial-intelligence/943187/ai-content-creators

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