IA como ‘coparent’? Momfluencers exploram o potencial da inteligência artificial
Olha que coisa interessante! No universo da parentalidade, um novo fenômeno está chamando a atenção: as momfluencers, ou influenciadoras maternas, estão descobrindo e divulgando o potencial da inteligência artificial para auxiliar nas tarefas do dia a dia. Elas não estão apenas mostrando produtos, mas sim como a tecnologia pode ser uma verdadeira aliada, quase como um ‘coparent’ digital.
A história de Lilian Schmidt é um exemplo fascinante. Ela enfrentava um desafio comum a muitos pais: a dificuldade em fazer a filha dormir. Depois de tentar diversas abordagens sem sucesso, Lilian recorreu ao ChatGPT. A surpresa foi total quando a IA sugeriu algo diferente do convencional – mais estímulo antes de dormir, como mascar chiclete ou pular em um trampolim. E funcionou! Em minutos, a filha de Lilian estava adormecida. Esse episódio transformou Lilian em uma entusiasta da IA, levando-a a criar seu próprio GPT personalizado, o ‘Coparent’, e a vender acesso a ele, compartilhando suas descobertas com outras mães.
Esse movimento reflete uma busca por otimização e alívio da sobrecarga. As mães, que historicamente assumem a maior parte do trabalho doméstico e da criação dos filhos, estão encontrando na IA uma ferramenta para delegar tarefas repetitivas e liberar tempo. Vídeos com títulos como ‘A Assistente de IA que é Basicamente Meu Cérebro de Mãe Agora’ viralizam, mostrando como a tecnologia pode ajudar a lembrar de detalhes, organizar a rotina e até mesmo criar atividades para as crianças. É uma forma de estar mais presente emocionalmente, sem o estresse da ‘carga mental’ invisível.
Contudo, essa tendência também levanta questões importantes. Um estudo de 2025 apontou uma diferença significativa na adoção de IA generativa entre homens e mulheres, com as mulheres sendo menos propensas a usá-la. Stephanie Leblanc-Godfrey, fundadora da Mother AI, descreve essa lacuna como um ‘problema de PMS’ – ‘pale, male, and stale’ (pálido, masculino e obsoleto), indicando que as equipes por trás dessas tecnologias nem sempre refletem a diversidade da sociedade, especialmente as necessidades das mães. Há quem especule que a ‘culpa materna’ também pode influenciar, fazendo com que algumas mães vejam o uso da IA como uma espécie de ‘trapaça’.
Porém, figuras proeminentes da tecnologia e da mídia, como Mel Robbins e Reese Witherspoon, estão trabalhando para fechar essa lacuna, apresentando a IA como uma ferramenta de empoderamento feminino. A ideia é que a tecnologia pode, de fato, tornar a vida cotidiana mais fácil e melhor, permitindo que as mulheres não fiquem para trás nesse avanço. Sarah Dooley, por exemplo, deixou sua carreira de consultora para ensinar outras mães a usar a IA para delegar tarefas domésticas, desde criar músicas para escovar os dentes até escrever bilhetes para a babá. É um cenário empolgante, que nos faz pensar: como a IA continuará a redefinir os papéis e as dinâmicas familiares no futuro?
Fonte: https://www.wired.com/story/momfluencers-are-pitching-ai-as-a-better-coparent-than-men/


