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Inteligência Artificial

Google Vids agora clona seu rosto e sua voz com IA

Google Vids agora clona seu rosto e sua voz com IA

Imagina tirar uma selfie, gravar um áudio curto e, minutos depois, ter um gêmeo digital seu narrando um vídeo de treinamento da empresa. É basicamente isso que o Google acaba de liberar dentro do Vids, sua ferramenta de vídeos do Workspace.

A novidade permite criar um avatar personalizado que reproduz seu rosto e sua voz a partir de material que você mesmo envia. Pense nisso como uma dublagem de si mesmo: o sistema aprende os traços do seu rosto e o timbre da sua fala para depois recriar tudo isso em cenas geradas por IA.

Gemini Omni entra em cena

Junto com os avatares, chega ao Vids o Gemini Omni, o modelo multimodal do Google que já tinha aparecido antes misturando imagem, áudio e texto para gerar vídeo. Aqui ele funciona como um maestro: você escreve um comando, junta imagens de referência, e o Omni combina essas peças para montar a cena pedida.

Na prática, isso serve para trocar o fundo de uma gravação feita no celular, ajustar iluminação capenga ou adicionar efeitos visuais sem precisar sair do app. É o tipo de retoque que antes exigia um editor de vídeo dedicado e agora cabe num prompt de texto.

Edição em camadas, sem recomeçar do zero

Outro detalhe interessante: o Omni passa a aceitar edições passo a passo. Ou seja, se o resultado ficou quase bom, você ajusta só a parte que não convenceu, em vez de gerar o vídeo inteiro de novo. É a diferença entre revisar um parágrafo e reescrever o texto todo.

Essas mudanças empurram o Vids para além do papel original de apresentação corporativa com IA. A ferramenta está virando algo mais parecido com uma plataforma completa de criação de vídeo, ainda vinculada ao Workspace e pensada para atualizações de equipe e treinamentos internos.

Avatares personalizados e edição conversacional aproximam o Vids de concorrentes já estabelecidos, como HeyGen, Synthesia, Captions e D-ID.

Cadê as travas de segurança?

O Google reforça alguns limites: o avatar fica atrelado à conta e à identidade de quem o criou, com marca d’água invisível via SynthID para rastrear a origem sintética do conteúdo. O acesso, por enquanto, vale só para maiores de 18 anos em regiões específicas.

Vale lembrar o contexto: o Sora, da OpenAI, tinha um recurso parecido e foi encerrado em março de 2026 depois de virar palco de vídeos bizarros com rostos de figuras públicas. A aposta do Google parece ser mostrar que, com as travas certas, dá para levar essa tecnologia para o ambiente de trabalho sem repetir o mesmo caos.

Fonte: https://techcrunch.com/2026/07/16/google-vids-now-lets-you-star-in-your-own-ai-videos/

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