Pular para o conteúdo
Tecnologia

Ex-fundador de patinetes capta US$ 5 milhões para data centers espaciais

Ex-fundador de patinetes capta US$ 5 milhões para data centers espaciais

A percepção de risco no setor espacial mudou drasticamente. Antes, projetos de longo prazo e intensivos em capital eram vistos com ceticismo. Hoje, um fundador sem histórico em exploração espacial consegue levantar uma rodada semente de US$ 5 milhões para construir data centers em órbita. A Orbital, recém-saída do programa Speedrun da a16z, é o mais recente exemplo, prometendo inferência computacional no espaço. Isso, claro, assim que o Starship da SpaceX operar com regularidade.

A aposta no Starship e a economia brutal

Euwyn Poon, CEO da Orbital, não é um novato em startups. Ele fundou a Spin, empresa de patinetes elétricos, e a vendeu para a Ford em 2018. Agora, com um histórico de escalabilidade, ele mira o espaço. O problema é conhecido: a demanda por computação para IA é insaciável, mas a implantação na Terra é lenta. Levar essa capacidade para o espaço, com energia solar ilimitada e menos burocracia ambiental, parece lógico. Contudo, a economia de lançamento em órbita é brutalmente desfavorável. O custo atual do Falcon 9, por exemplo, inviabiliza o modelo de negócio.

A Orbital, como outros concorrentes, aposta no Starship. Poon afirma: “Alcançaremos escala total quando o Starship estiver operacional”. A empresa planeja um voo de demonstração com um chip Nvidia Blackwell para testar blindagem contra radiação e gerenciamento térmico. Em 2028, a meta é lançar a primeira espaçonave de processamento de dados com GPUs Nvidia Space-1 Vera Rubin-class.

Concorrência e o longo prazo

A estratégia da Orbital é similar à da Starcloud, que já tem uma GPU em órbita e busca receita com lançamentos parciais até que o Starship permita a constelação completa. A Orbital visa 10.000 satélites, entregando um gigawatt distribuído de poder computacional, com cada satélite gerando 100 kW. Para contextualizar, a SpaceX projeta 150 kW para seus satélites de IA, e a Starcloud, 200 kW.

Nem todos esperam pelo Starship. A Cowboy Space Company, outra startup de data centers espaciais apoiada pela a16z, decidiu construir seus próprios foguetes. A Blue Origin de Jeff Bezos também anunciou planos para data centers espaciais via seu veículo New Glenn.

“Há tantas avenidas para as empresas em nosso espaço seguirem”, disse Poon, confiante na amplitude da demanda por IA para sustentar múltiplos players.

Andrew Chen, da a16z, destaca a experiência de Poon em escalar a Spin (250.000 patinetes em 100 cidades) como prova de sua capacidade para um projeto aeroespacial. Embora um empreendimento como este possa levar uma década e custar US$ 5 bilhões ou mais, o mercado de risco atual está mais receptivo a esses prazos. “Isso soaria loucura dez anos atrás, quando fazíamos aplicativos móveis”, comenta Chen. “Começar em 2026 permite aproveitar toda a energia e excitação dos mercados de capital.”

A jornada de Poon para data centers espaciais começou de forma inusitada: ele comprou uma Nvidia A100 e a hospedou em um data center terrestre, percebendo o valor da computação na era da IA. Agora, o desafio é colocar milhares de GPUs no espaço.

Fonte: https://techcrunch.com/2026/06/09/how-an-e-scooter-founder-raised-5-million-to-build-space-data-centers/

Relacionados

Continue lendo

Automatize com a OctoSys

Da ideia a automacao rodando

Falou no WhatsApp hoje, a gente devolve um plano no mesmo dia. Sem compromisso.