Como a Remote Turbinou a Receita por Funcionário em 50% com IA
Sabe aquela história de fazer mais com menos? A Remote, uma empresa de folha de pagamento que já tem sete anos de estrada, está vivendo isso na prática. Eles não só bateram a marca de 300 milhões de dólares em receita anual recorrente e ficaram no azul, mas o mais legal é como chegaram lá: aumentaram a receita por funcionário em 50% sem contratar uma pessoa a mais. E o segredo? Inteligência Artificial em tudo que é canto.
O CEO da Remote, Job van der Voort, contou que usa várias instâncias do Claude (uma IA) para criar um monte de coisas para a empresa. Pensa só: um assistente de IA no Slack que resume discussões, experimentos com IAs mais autônomas… A ideia é que a Remote está gerando muito mais grana sem precisar de mais gente na equipe.
E não é só o CEO ou a galera da engenharia que está usando IA. A receita deles para essa eficiência toda foi espalhar a IA por todas as áreas. Os funcionários estão criando seus próprios aplicativos dentro do Remote Labs, que é tipo um mercado interno de ferramentas, construído com a tecnologia da própria empresa. E o mais interessante é que essa mesma capacidade de IA que eles usam internamente, agora está sendo oferecida para os clientes.
Assim como a Remote otimizou seus processos, agora eles ajudam os clientes a criar fluxos de trabalho personalizados. O van der Voort diz que eles estão à frente da maioria das empresas nesse quesito. Por isso, criaram o Remote Build, que são engenheiros que trabalham diretamente com os clientes para aplicar essas soluções de IA nas organizações deles. Ele acredita que esses ganhos podem aumentar ainda mais.
O negócio principal da Remote, que é a folha de pagamento, cresceu mais de 300% ano a ano, e ele atribui boa parte desse salto à IA. A empresa atende dezenas de milhares de companhias que precisam lidar com a complexidade de contratar pessoas globalmente. E, se antes lidar com a burocracia de pagar funcionários em quase todos os países era um peso, agora a IA está tornando isso mais fácil e, pasmem, até mais divertido.
Apesar do nome, que pode sugerir foco em trabalho remoto, a Remote atende todo tipo de empresa, e a maioria dos clientes tem gente trabalhando em escritórios. A empresa se manteve focada na folha de pagamento, enquanto muitos concorrentes foram para um modelo de plataforma de RH “tudo em um”. A onda atual da IA e a comoditização do software só validaram a decisão da Remote de focar em um problema específico e resolvê-lo bem.
Isso também significa que a Remote trabalha com parceiros. Eles lançaram o Remote MCP, uma interface que permite que agentes de IA acessem dados de folha de pagamento e conformidade de forma segura. Assim, plataformas como BambooHR e Workday podem usar a Remote como base. O van der Voort vê um futuro onde você pode controlar toda a Remote usando o ChatGPT ou o Claude, sem nem precisar interagir com a plataforma deles diretamente. Isso é a tal da IA agêntica em ação, que pode fazer com que muitas empresas “desapareçam” de um jeito bom, virando a inteligência por trás de outras ferramentas.
O próximo passo é que os agentes de IA interajam diretamente com a Remote, com toda a segurança necessária para lidar com dados financeiros e pessoais. O próprio assistente pessoal de IA do van der Voort, chamado Jim, já faz isso. Ele interage com a Remote de forma segura, acessando o que precisa sem causar problemas. É um gostinho do futuro.
Internamente, a Remote também está usando IA para codificação. O volume de contribuições dos engenheiros aumentou mais de 60% no último ano, e a aceleração é tanta que, no último mês, mais de 85% do código foi escrito por IA. Isso reduziu os planos de contratação da Remote, mas sem demissões. A empresa está avaliando se precisa de mais gente ou se investe mais em capacitar os funcionários atuais para usar as ferramentas de IA.
Os custos com IA estão aumentando, mas o CEO não se preocupa. Como a empresa está mais eficiente, eles têm espaço para investir nessas iniciativas. É um ciclo virtuoso: IA gera eficiência, que gera mais receita, que permite mais investimento em IA. É assim que se faz a coisa andar.


