Chega de IA aleatória: Por que as plataformas não nos deixam filtrar?
Sabe aquela sensação de estar navegando e, de repente, se deparar com algo que claramente foi feito por uma IA? Tipo umas imagens bizarras ou vídeos que parecem… estranhos? Pois é, isso tem virado rotina. E o pior: mesmo com as plataformas prometendo mais transparência, a gente ainda não tem controle sobre o que aparece na nossa tela.
Nos últimos tempos, YouTube, Instagram, TikTok e outras gigantes da internet começaram a aplicar rótulos em conteúdos gerados por inteligência artificial. A ideia é boa, né? Diferenciar o que é humano do que é máquina. Mas, na prática, isso não mudou muita coisa no nosso dia a dia. Você pode até ver uma pequena etiqueta no canto de um vídeo ou uma notificação na descrição, mas o conteúdo continua lá, misturado com todo o resto.
E se a gente não quiser ver esse tipo de coisa? Se eu, por exemplo, não quiser que meu feed seja inundado por criações de IA, por que não posso simplesmente ativar um filtro? Seria tão fácil, um botãozinho de “esconder conteúdo de IA”, e pronto. Mas as empresas parecem não estar muito a fim de nos dar essa opção.
Eu fui atrás das grandes, tipo Meta (dona do Facebook e Instagram), Google (YouTube) e TikTok, para perguntar: “E aí, vão liberar um filtro pra gente?” A resposta? Um silêncio quase total. TikTok e Spotify nem responderam. O Google disse que não tinha nada a declarar. A Meta, por sua vez, não quis comentar oficialmente. Ou seja, ninguém disse “sim”.
É como se elas tivessem medo de encarar a realidade. Se nos dessem a opção de filtrar, talvez a gente percebesse o quão grande é o volume de conteúdo gerado por IA que circula por aí. E isso, claro, poderia impactar o engajamento e as métricas que elas tanto valorizam.
A única plataforma que vi com algo parecido é o DeviantArt. Mas até lá, a função é meio escondida. Você precisa criar uma conta, ir nas configurações do perfil e procurar por “AI Content Settings”. E mesmo assim, as opções são limitadas. Não é um filtro fácil de usar no feed principal.
Essa situação levanta uma questão importante: as plataformas estão realmente comprometidas em nos dar controle sobre o que vemos, ou só querem cumprir o mínimo para dizer que estão fazendo algo? Rótulos são um começo, mas um filtro de verdade seria um game changer para a experiência do usuário. Afinal, quem quer ver “Jesus de camarão” no feed se não pediu por isso?


