Altman revela: Musk cogitou deixar OpenAI para os filhos, gerando atrito
Imagine só: você está construindo algo grandioso, uma tecnologia que pode mudar o mundo, e de repente, a conversa toma um rumo inesperado. Sam Altman, o CEO da OpenAI, recentemente trouxe à tona detalhes fascinantes sobre os primeiros dias da organização e suas interações com Elon Musk. O pano de fundo é uma ação judicial movida por Musk, questionando a estrutura atual da OpenAI.
Altman foi direto ao ser questionado sobre a alegação de Musk de que os fundadores ‘roubaram uma caridade’ ao criar uma subsidiária com fins lucrativos. A resposta de Altman foi de surpresa: ‘É difícil até de entender essa colocação’, disse ele. ‘Criamos uma das maiores instituições de caridade do mundo. Essa fundação faz um trabalho incrível e fará muito mais’. É como se alguém criticasse a fundação de uma universidade por ter uma empresa de tecnologia que gera recursos para a pesquisa. A fundação da OpenAI, com seus impressionantes 200 bilhões de dólares em ativos, só começou a ter funcionários em tempo integral recentemente, algo que o presidente do conselho, Bret Taylor, explicou como um desafio de conversão de capital.
A grande questão levantada pelos advogados de Musk é se o compromisso com a segurança da IA foi deixado de lado em favor do crescimento comercial. Mas Altman virou o jogo, lembrando que, em 2017, durante discussões cruciais sobre financiamento, os planos de segurança de Musk o deixaram preocupado. Houve um momento, que Altman descreveu como ‘arrepiante’, quando Musk foi questionado sobre o que aconteceria se ele morresse controlando uma hipotética OpenAI com fins lucrativos. A resposta? ‘Talvez a OpenAI devesse passar para meus filhos’.
Essa ideia de controle pessoal foi um sinal de alerta para Altman. A OpenAI sempre teve como premissa manter a IA avançada longe das mãos de uma única pessoa. Altman, com sua experiência na Y Combinator, sabia que ‘fundadores que tinham controle geralmente não o cediam’. É como um chef que cria uma receita revolucionária e quer garantir que ela beneficie a todos, não apenas a uma família. Além disso, Altman apontou que as táticas de gestão de Musk, eficazes em engenharia e manufatura, não se encaixavam em um laboratório de pesquisa. ‘Não acho que o Sr. Musk entendesse como gerenciar um bom laboratório de pesquisa’, afirmou Altman, citando um episódio onde Musk teria desmotivado pesquisadores importantes com uma exigência de ranqueamento, causando um ‘dano enorme’ à cultura da organização.
Altman se posicionou como defensor do ‘suor’ e do esforço de Greg Brockman e Ilya Sutskever, que efetivamente lideravam a OpenAI enquanto Musk e Altman tinham outras responsabilidades. Após essas divergências, Musk deixou o conselho da OpenAI para focar em suas próprias iniciativas de IA. Contudo, Altman manteve contato, atualizando-o sobre o progresso e buscando conselhos. Os advogados da OpenAI destacaram que Musk sempre esteve a par das decisões e foi convidado a participar dos investimentos que agora ele critica. Altman até relembrou um encontro ‘de boas vibrações’ com Musk em 2018, onde ele passou um tempo considerável mostrando memes no celular durante uma discussão sobre um investimento da Microsoft. Uma curiosidade que mostra o lado humano por trás das grandes disputas tecnológicas, não é mesmo?
Fonte: https://techcrunch.com/2026/05/12/musk-mulled-handing-openai-to-his-children-altman-testifies/


