A ‘psicose da IA’: CEOs e a realidade do uso da inteligência artificial
A inteligência artificial está em todo lugar, e o papo sobre ela não para de esquentar. Recentemente, o fundador da Box, Aaron Levie, jogou uma bomba nas redes sociais: ele sugeriu que os CEOs de tecnologia estão “especialmente propensos à psicose da IA”. E olha, isso deu o que falar!
A gente sabe que o mundo da tecnologia vive de altos e baixos, e a IA não é diferente. De um lado, temos um monte de gente usando e amando as ferramentas. Do outro, uma galera que torce o nariz, ou que se sente meio perdida com tanta novidade. É como se existissem dois mundos paralelos, e ambos são bem reais para quem os vive.
O que Levie quis dizer, no fundo, é que não adianta só falar de IA; é preciso colocar a mão na massa. Ele não está dizendo para abandonar a IA, mas sim que os líderes precisam, de fato, usar essas ferramentas para entender o que elas fazem e como impactam o dia a dia. E, convenhamos, faz todo o sentido, né?
Essa visão mais cética, mas prática, contrasta com uma reação mais ampla que a gente tem visto por aí. Pensa só: estudantes universitários vaiando qualquer menção à IA, o clima tenso com as demissões na indústria tech, e até o aumento de instalações do DuckDuckGo, um buscador que prioriza a privacidade, depois que o Google anunciou mais IA em suas buscas.
A Kirsten Korosec, do TechCrunch, levantou um ponto crucial sobre o Google: ela disse que a empresa está “correndo atrás de algo que sente que precisa fazer para não ficar para trás, mas está mexendo com o que as pessoas mais valorizam na marca, e não está melhorando”. Isso me fez pensar: será que, ao tentar abraçar tudo, o Google não está perdendo a essência que o fez gigante?
O que a gente vê é que, para muita gente, a direção que o Google está tomando com a IA não agrada. O DuckDuckGo, por exemplo, viu um salto de 30% nas instalações. É um número e tanto, mesmo que ele seja bem menor que o Google. Mas é um sinal claro de que existe um público grande que não curte essa pegada atual da IA.
O Sean O’Kane, também do TechCrunch, comentou que muitas empresas de IA estão convergindo para uma abordagem mais focada, tentando entender o que o usuário realmente quer e entregando isso. Já o Google, segundo ele, parece estar indo na contramão, tentando fazer um monte de coisas diferentes e sendo meio vago no processo.
“Quando o Google sobe no palco e fala sobre como a IA vai mudar a busca, muito do que eles falam é sobre compras ou coisas que terminam em uma transação comercial. E eu acho que muito do que pensamos no Google, especialmente as pessoas que o usam há duas ou três décadas, é como um sistema de recuperação de informações.”
Ele tocou num ponto importante: para muitos de nós, o Google sempre foi sobre encontrar informação. Quando a empresa foca demais em transações comerciais e escorrega em coisas básicas (como a IA não saber soletrar “Google” corretamente, como a Kirsten mencionou), a confiança balança. É um desafio e tanto equilibrar inovação com a expectativa do usuário.
Essa polarização em torno da IA é real. De um lado, os superentusiasmados; do outro, os céticos. E no meio, a gente, tentando entender como essas ferramentas se encaixam no nosso dia a dia. Talvez essa “onda anti-IA” seja uma chance para startups e outras empresas pensarem em soluções que realmente resolvam problemas, sem forçar a barra. Afinal, no fim das contas, o que importa é como a tecnologia nos serve, e não o contrário.
Fonte: https://techcrunch.com/2026/05/31/making-sense-of-the-debate-over-ai-psychosis/


