Tem uma lista que eu sigo todo ano só pra ver quem vai aparecer trabalhando em algo que ainda parece ficção científica: a Innovators Under 35, da MIT Technology Review. E dessa vez a publicação resolveu abrir o capô e mostrar como o processo funciona por trás dos bastidores até chegar aos 35 nomes finais.
O número de partida impressiona: 550 indicações vieram de todo o mundo, entre sugestões internas da redação e um processo público de nomeação. Dessas, os editores cortaram para 110 semifinalistas, buscando gente que estivesse atacando problemas grandes ou perguntas científicas difíceis e que já tivesse resultado concreto pra mostrar, não só uma ideia bonita no papel.
Cada semifinalista precisou enviar aplicação completa, com carta de referência, vídeo e currículo. Depois entram 44 jurados especialistas na jogada, muitos deles ex-vencedores da própria lista que voltam ano após ano pra ajudar a avaliar. É esse filtro humano, e não um algoritmo, que decide quem sobra no fim.
Costa Samaras, um dos jurados de 2026 e diretor do Scott Institute for Energy Innovation da Carnegie Mellon, resume bem o espírito da seleção: esses jovens representam o que há de melhor na pesquisa científica e tecnológica, empurrando ideias ousadas pra melhorar o futuro de todo mundo.
Os 35 escolhidos se dividem em quatro áreas: biotecnologia, inteligência artificial, computação e robótica, e clima e energia. É uma boa amostra de onde a inovação de verdade está acontecendo agora, longe do hype de manchete.
Vale lembrar o peso histórico da lista, que existe desde 1999. Passaram por ela nomes como Lisa Su, reconhecida em 2002 e hoje à frente da virada de mesa da AMD no mercado de chips, e Daniel Ek, destacado em 2012 quando cofundou a Spotify, descrita na época como “uma jukebox na nuvem”. Dá pra ver o padrão: quem aparece nessa lista tende a moldar indústria de verdade nos anos seguintes.
A lista completa de 2026 vai ao ar em 8 de setembro para assinantes do site, e a edição impressa de setembro/outubro chega às bancas em 31 de agosto. Quem quiser indicar alguém para 2027 já pode ficar de olho: as inscrições abrem no começo de dezembro.
Na prática, é o tipo de conteúdo que vale marcar no calendário. Não porque vai virar produto amanhã, mas porque costuma apontar exatamente pra onde a próxima onda de tecnologia útil vai nascer.
